Qualidade embalada de fresco - O embalamento a vácuo transformou a indústria alimentar

Qualidade embalada de fresco - O embalamento a vácuo transformou a indústria alimentar

O embalamento a vácuo catapultou a conservação dos produtos alimentares para o próximo nível, contribuindo para a alimentação da população mundial.
WoV-VacuumPackaging.jpg

Os esforços para desenvolver a conservação dos alimentos tiveram início nos tempos mais remotos: Secagem, cura, conservação em vinagre ou mel e fumagem são métodos tradicionais, alguns dos quais já usados há milhares de anos. Mais recentemente, surgiu a conservação dos alimentos em latas ou em frascos de vidro. No entanto, todos estes métodos têm desvantagens. Alguns alteram a consistência ou o sabor dos produtos transformados, ao passo que a refrigeração dos alimentos exige uma cadeia de frio contínua e uma fonte de energia constante.

O vácuo elimina as bactérias

Benefícios do embalamento a vácuo: Consoante o alimento, este método pode prolongar a duração em armazenamento em semanas ou até meses, sem prejudicar a qualidade do produto. As vitaminas e outros ingredientes sensíveis são mantidos, uma vez que os bens não são aquecidos nem podem oxidar dentro do vácuo. A duração em armazenamento dos produtos que requerem refrigeração contínua, como a carne fresca, também é prolongada. No caso dos alimentos congelados, o embalamento a vácuo triplica ou até quadruplica a duração em armazenamento, prevenindo também a queimadura devida à congelação. Outro efeito secundário positivo é o facto dos produtos embalados a vácuo não secarem nem encolherem. O peso do produto vendido é idêntico ao peso que tem quando é embalado. 

O efeito de conservação do embalamento a vácuo é baseado essencialmente na remoção do ar e da humidade contida no ar. A maioria das bactérias e dos fungos não se reproduz sem oxigénio e humidade. Por conseguinte, o vácuo representa um contributo importante para a higiene final, prevenindo o crescimento de bactérias nestes produtos. O acondicionamento em atmosfera modificada (AAM) também oferece vantagens semelhantes. Com esta técnica, a embalagem é normalmente enchida com gases inertes como azoto e dióxido de carbono, que também mantêm os produtos secos e impedem o crescimento de microrganismos. Como acontece com o embalamento a vácuo, o ar contido na embalagem é removido antes da introdução do gás inerte. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) classifica o embalamento a vácuo e o acondicionamento em atmosfera modificada (AAM) como métodos importantes para a prevenção da deterioração dos produtos alimentares.

Carne, queijo, café

Os materiais de embalamento são normalmente películas fabricadas em poliamida ou polietileno, e também películas compostas. São impermeáveis aos gases e garantem um armazenamento durável com base no AAM e no vácuo. Alguns dos primeiros produtos a serem embalados a vácuo foram o queijo, as salsichas e as carnes. Desde então, o embalamento a vácuo tornou-se o padrão reconhecido nesta área. 

A distribuição de café moído não teria sido possível sem o embalamento a vácuo. O motivo desta necessidade é o facto dos grãos de café serem extremamente frágeis ao nível do sabor. Mesmo quando não são moídos, os grãos perdem o aroma ao longo do tempo, são alterados pela oxidação e absorvem muito rapidamente a humidade e os odores externos. Todos estes efeitos são exacerbados quando o café é moído. O embalamento a vácuo mantém o sabor do café e garante uma qualidade duradoura para os grãos de café. Graças às suas inúmeras vantagens, esta técnica está gradualmente a ser implementada em cada vez mais áreas da indústria alimentar. 

Início do embalamento a vácuo

O conceito do embalamento a vácuo surgiu pela primeira vez por volta de 1960. No entanto, a tecnologia de vácuo disponível na altura não era adequada aos requisitos específicos da indústria de embalamento. As bombas de vácuo eram simplesmente demasiado grandes e inflexíveis. O Dr. Karl Busch reconheceu este problema e, em 1963, desenvolveu a bomba de vácuo de palhetas rotativas ‘Huckepack' especificamente para esta aplicação. Podia ser montada na máquina de embalamento e assegurava o vácuo necessário com a velocidade e a fiabilidade requeridas. Pouco depois surgiu a compacta R 5, que os fabricantes podiam instalar diretamente nas suas máquinas de embalamento. A R 5 assinalou o início da história de sucesso do embalamento a vácuo. É, ainda hoje, a bomba de vácuo mais utilizada na indústria de embalamento de produtos alimentares.


Subscreva a newsletter ‘World of Vacuum'!
Subscreva já para se manter atualizado com as mais recentes e fascinantes notícias do mundo do vácuo.

SUBSCREVER