O Surfar das ondas facilitado - As pranchas de surf perfeitas são criadas utilizando o vácuo

O Surfar das ondas facilitado - As pranchas de surf perfeitas são criadas utilizando o vácuo

O termo apropriado é "processo de infusão de resina com suporte de vácuo"; os fabricantes de pranchas de surf dão-lhe uma alcunha: ensacamento a vácuo. O processo possibilita a produção de pranchas de surf extremamente leves e robustas, cujas superiores propriedades são particularmente valorizadas pelos profissionais.

Pranchas para todas as ocasiões

Deslizar por uma "montanha" que se vai formando no exacto momento que a surfamos é talvez uma das interações mais profundas com os elementos que se pode experienciar. Os primeiros surfistas usavam feixes de plantas, troncos de árvores pequenas, tábuas ou pontas de canoas. Estes começaram a deslizar sobre as ondas há cerca de 4000 anos e eram verdadeiros especialistas no que diz respeito a lidar com o oceano: eram os polinésios, que conquistaram o Pacífico nas suas canoas muito antes dos exploradores europeus. Por isso, o desporto deveria chamar-se he'e nalu - essa é a palavra havaiana para surfar. Especialmente porque encontrará os melhores locais para surfar do mundo no Havai.

As pranchas de surf sempre foram tão singulares como os seus proprietários. Estas existem em inúmeras formas e desenhos e os modelos são ajustados para diversas necessidades e exigências. A construção influencia a viragem, a flutuabilidade e a velocidade. Seja pequena e manobrável ou longa e criada para não capotar, todos os surfistas têm a sua prancha favorita para cada tipo de surf. Os profissionais viajam para as competições com cerca de uma dúzia de pranchas. Os melhores modelos são fabricados - geralmente individualmente - num processo de infusão de resina com suporte de vácuo.

Montagem camada a camada

A espuma rígida é geralmente usada para o núcleo da prancha de surf. Ultimamente, este também inclui uma bolha feita de folha de plástico cheia de hélio no meio para reduzir ainda mais o peso base. Este núcleo é então revestido com várias camadas de fibra feitas principalmente de fibra de vidro ou fibra de carbono. A camada exterior é enrolada num revestimento plástico que é removido após a cura. Este deixa para trás uma superfície uniformemente áspera que pode ser envernizada mais tarde para criar o revestimento exterior da prancha. Mas, para a infusão de resina, esta estrutura é primeiro revestida com feltro de sucção para garantir que o vácuo é distribuído uniformemente. A embalagem é agora colocada no molde que determina o tamanho final e o contorno da prancha. É composto por duas metades e é inicialmente pré-tratado com cera desmoldante para que possa ser facilmente removido. Isto é importante, porque a resina sintética que preencherá o molde mais tarde é muito pegajosa.

O vácuo assegura resistência

O molde é primeiro cuidadosamente embalado numa bolsa de vácuo. Todas as arestas abertas do saco são fechadas usando fita adesiva de vácuo para criar uma bolsa hermeticamente fechada - o chamado "saco de vácuo". A bolsa é apenas interrompida em dois pontos por tubos flexíveis que são conduzidos ao interior do molde. Após se verificar que o saco e a fita de vedação não têm fugas, uma bomba de vácuo retira o ar do molde através de uma das tubulações. A segunda linha é então usada para adicionar a resina líquida.

O vácuo garante que a resina penetra nas camadas de fibras sem bolhas de ar; e também, graças a um processo de vácuo inovador, torna-se necessário uma quantidade significativamente menor de resina, para saturar as camadas de fibra, do que era possível com métodos convencionais. O vácuo garante que a resina é uniformemente distribuída e preenche completamente os orifícios entre as fibras. Isto proporciona duas vantagens ao produto final: o material compósito acabado é particularmente leve e ainda demonstra grande estabilidade.

O ambiente também beneficia a duplicar. A utilização de menos resina corresponde a um menor consumo de matérias-primas e energia. Além disso, a tecnologia de vácuo também aspira os vapores de solvente criados ao processar resina sintética. Estes podem ser canalizados para fora da área de produção e devidamente tratados.

Os especialistas louvam a excelente afinação da flexibilidade do produto final que pode ser alcançada usando o processo de vácuo. Os surfistas profissionais relatam que não precisam de tantas pranchas diferentes graças ao desenvolvimento deste tipo de prancha.

As bombas de vácuo de palhetas rotativas R 5 estão entre as bombas de vácuo adequadas para evacuar moldes laminados para infusão de resina.

O processo de infusão de resina a vácuo não é usado apenas nas pranchas de surf. Muitos outros produtos que dependem muito da combinação de peso mais leve e maior resistência também são fabricados utilizando esta tecnologia. Entre estes estão incluídos, por exemplo, pás de rotor para centrais eólicas e maremotrizes, cascos para iates de alta qualidade, fuselagens e asas para aviões ultraleves e planadores, mas também um número crescente de componentes para aviões de passageiros. Além da qualidade mecânica do material, os militares também valorizam a sua capacidade de defletir ondas de radar, por exemplo em estruturas submarinas. Novas áreas de aplicação estão a ser descobertas a toda a hora como, por exemplo, em tecnologia médica, em engenharia mecânica e robótica, no fabrico de automóveis, no transporte rodoviário e ferroviário e ainda em equipamentos desportivos de alta tecnologia como bobsleighs.


Subscreva a newsletter ‘World of Vacuum'!
Subscreva já para se manter atualizado com as mais recentes e fascinantes notícias do mundo do vácuo.

SUBSCREVER

Deseja saber mais?
Entre diretamente em contacto connosco (Busch Portugal):
+351 234 64 80 70 Entre em contacto